sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Se conselho fosse bom...


Sabe aquele velho ditado: - Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia?? RS 
É sobre isso que eu quero partilhar hoje, afinal, eu nunca vi ninguém vivendo de dar conselhos, então realmente não deve ser bom mesmo, até por que o que é bom pra mim, pode não ser bom pra você.
Resolvi partilhar isso com vocês, pois sou uma pessoa que ama ouvir os outros e falar muitooo, mas não gosto de me meter na vida de ninguém, já que tantas pessoas adoram dar palpites na minha, por isso acho que por mais que a gente não concorde com a atitude de alguma pessoas temos que respeitar, se for algo muito complicado de se aceitar, e se tiver que dar algum palpite, em primeiro lugar orar a Deus pedindo um discernimento de como falar com a pessoa, pois as palavras são algo muito forte, que constroem mas na maioria das vezes destrói e isso é levado as vezes por gerações. Parece forte isso, e é mesmo, eu acredito que a gente carregue coisas dos nossos antepassados e isso não é nada de espiritismo não, é algo que a gente vai passando um para o outro, igual aos medos que a gente passa para os filhos.
Enfim, as pessoas estão sempre dizendo: - Nossa, não vai arrumar um namorado?? Quando você arruma: - E aí?? Quando vai casar, o tempo tá passando?? Quando você casa: - E quando chega os filhos?? – Quando você tem o primeiro. – Só um é pouco, tem que arrumar um irmãozinho. – Quando você tem o segundo. – Sua louca, olha como o mundo está e você não para de ter filhos!! – Já ouviu falar de camisinha?? – Não tem televisão na sua casa!! Ou o que eu mais escutei: - Agora chega né!!
E como se não bastasse, as vezes a gente tem que escutar, - Nossa, você ainda está casada?? Que bom, é tão difícil!!Vocês repararam que se a gente for fazer tudo o que os outros querem, além de não nos fazer bem, não vai estar bom pra eles também, pois a mídia tem entrado em nossas casas e nos influenciando de tal forma, eles estão estabelecendo, além de um padrão de beleza, um padrão de vida familiar, e estamos aceitando isso. Mas não podemos deixar isso acontecer, afinal, Deus é tão perfeito que nos fez diferentes uns dos outros, para que cada um fosse especial a sua maneira. 
Por isso eu fico muito chateada, embora não demonstre, quando as pessoas querem me ensinar a educar os meus filhos.É tanta coisa que a gente escuta a vida toda, algumas muito engraçadas, eu tinha uma bisavó, (a vó Augusta) a tia Sandra, que tenho certeza que vai ler, conheceu bem a peça, RS... Ela costumava, toda vez que encontrava comigo a me perguntar se eu já tinha arrumado namorado, eu tinha 14 anos, e dizia que não. Ela falava pra mim: - Você precisa casar logo, se não seus peitos vão cair e ninguém vai querer você!! Kkkkk Eu achava muito engraçado, mas a bendita, falava cada coisa para as pessoas que magoava, eu não gosto de magoar as pessoas, é claro que as vezes quando a gente viu , já fez a besteira, mas temos que tomar cuidado para não falar demais, ninguém é melhor do que ninguém.
Qual o problema de eu não querer que meus filhos tomem refrigerante, comam porcaria?? Eu não vejo nada demais nisso, até por que, essas são as primeiras coisas que a gente tira do cardápio quando algo não vai bem, ou quando estamos de dieta e todo mundo está cansado de saber que não faz bem pra saúde de ninguém, quanto mais pra um bebê.
Isso foi um pequeno exemplo, infelizmente as pessoas enfiaram tanto doce no Miguel que eu não consigo mais controlar, mas a Sofia ainda não conhece.
Eu não acho nada demais uma criança comendo doce, e jamais vou falar pra alguma mãe: -Sua louca dando isso pro seu filho!! Mas também quero ser respeitada assim como todo mundo quer.
Nós cometemos muitos erros ao decorrer da vida, mas a gente não acorda pensando: - Nossa, acho que o dia está ótimo pra cometer um erro!! Acontece, e na maioria das vezes você já está arrasado com aquela situação, e vem um ser e te fala: - Te falei!! Ou pior: - Da próxima vez faça assim, não faça assim.Quando eu perdi os meus bebês, eu não precisava de ninguém pra me deixar pior do que eu estava, mas conseguiram. 
No primeiro dia que eu resolvi sair, veio tanta gente em cima de mim, me repreendendo, falando que eu não tinha me cuidado, que eu deveria ter ficado em um hotel deitada o dia inteiro, (só não sei quem ia pagar a conta), que eu não dei importância pra gestação. E tudo o que eu precisava era de um abraço!!
Quando engravidei do Miguel, demorei um pouco pra contar para as pessoas pois estava muito insegura, e teve pessoas que ficaram chateadas comigo por eu não ter contado antes, ouvi tanta asneira: - Vê se cuida direitinho desse, pra não acontecer de novo!! – Não compra nada pro bebê antes dos 3 meses se não morre de novo!! Gente!! É verdade!! Escutei tudo isso e muito mais.
Quando engravidei da Sofia, a primeira coisa que pensei foi: - o que as pessoas vão pensar de mim!! Afinal todo mundo se mete tanto, que a gente já fica preocupado em tentar agradar a todos, eu demorei tanto pra contar da gestação, e quando contava, parecia que estava contando alguma coisa ruim, graças a Deus, para a maioria foi uma alegria, pois quando resolvi contar já sabia que era uma menina. Mas tive que ouvir poucas e boas: - Você não se previne!! – Vê se depois usa camisinha!! – Foi planejado?? Teve uma vez que cheguei pra buscar o Miguel na escola, a Sofia tinha dias, eu estava super sensível, ficava o dia inteiro pensando em como o Miguel estava. A tia da escola pegou a Sofia e mostrou para uma mãe que havia vindo buscar o filho. – Olha nossa próxima aluninha!! E a mãe fez uma cara de espanto, olhou pro Miguel e disse: - Tadinho!! Tão novinho e já perdeu o trono!! Foi uma das poucas vezes que perdi a compostura, comecei a chorar, não aguentei, pois aquilo ficava na minha cabeça o dia todo, ela não imaginava como estava o meu coração. E coitada, ela ficou tão sem graça, ela não disse nada demais e tentou concertar da melhor forma possível.
Eu disse tudo isso, pois por mais bobeira que possa parecer o que você tem a dizer, que seja um “conselho” pense, reflita, pensa novamente, ore a Deus e não diga. Mesmo que você seja íntima da pessoa, a não ser que a pessoa te peça uma opinião, e mesmo assim, pense muito no que vai falar. 
Pois as vezes a pessoa já está se sentindo tão mal por algo, e precisa escutar algo do tipo, - Concordo com você!! – Vai dar tudo certo!! – As coisas vão melhorar!!O que pode parecer difícil pra mim, pode não ser pra você!! Ninguém tem um problema maior que o outro, eu abomino, quando as pessoas dizem: - Olhem fulano, ele sim sofre!!
Eu acredito muito, que Deus dá uma cruz a cada um, na proporção que ele pode suportar, afinal o sofrimento faz parte da nossa vida e é fundamental para o nosso crescimento espiritual e amadurecimento. Mas ele é proporcional pra todos nós, por mais que possa parecer que o fulano sofre mais, por ser um problema aparentemente mais complicado, o outro fulano que parece ser uma bobeira pra você, sofre do mesmo jeito com aquilo que você tira de letra, mas ele não.
Que fique bem claro que são experiências minhas, eu não quero dizer a ninguém o que fazer, só que partilhar os meus sentimentos.
Deus abençoe, um lindo final de semana e vamos tentar fazer para os outros o que gostariam que fizessem para nós. 
Bjs!!
                                                     Meu príncipe


Minha Princesa

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sonho de ficar em casa

Olá amigos,

Hoje passei para dizer que o primeiro dia das crianças da Sofia, foi bem legal apesar da chuva, o do Miguel já é o segundo, ele aproveitou bem mais do que o primeiro, mas confesso que fiquei muito preocupada com a quantidade de presentes que os dois ganharam, eu mesma não posso ver nada que já quero comprar para os dois e é bem isso que faz as crianças serem tão consumistas hoje. O Miguel é uma criança maravilhosa, mas ele acha muito simples quando ele quer algo e não tem, ele já diz: - O pai, é só ir no mercado comprar!! Mas graças a Deus ainda é cedo para eu tentar melhorar o meu lado consumista e ajudá-lo de que a vida não é tão fácil como parece.
Tivemos um feriadão até ontem, pois é, ontem foi dia dos professores, não teve aula, então tive que faltar no serviço para cuidar dos meus babys, pois não tenho com quem deixá-los. Estava toda empolgada, pois ultimamente, tenho muita vontade de sair do serviço e me dedicar as crianças e artesanatos, penso também em fazer pedagogia, para poder trabalhar meio período.
Ontem, pensei, vou fazer tudo direitinho, cuidar das crianças, arrumar a casa, lavar a roupa e ficar lindaaa, pra quando o maridão chegar do serviço, ele ajoelhar aos meus pés e dizer: - Amor, por favor, saia do serviço e fique em casa, rs.
Realidade: Acordamos todos juntos com o Miguel chorando, que assustou a Sofia e acabou acordando antes da hora, de manhã tive que pedir um help pra minha vizinha, ela ficou com a Sofia e eu sai com o Miguel, pra comprar umas coisas pra fazer almoço, passei o dia lavando roupa, tentando limpar a casa, correndo atras dos dois e sonhando com um banho.
O Ney veio almoçar em casa, ele chegou até dizer, nossa eu já estou ficando doido aqui, imagina você, rsrs... Acho que eles estavam muito empolgados ontem. Eu continuei no meu propósito, o Ney chegou às 18:00 hs comer alguma coisa pra ir pra faculdade, aquela bagunça.
Vamos aos finalmente, não vou entrar nos detalhes do dia.
Resultado o Ney saiu mais cedo e encontrou a casa muito mais bagunçada do que os dias que a gente só chega a noite, os dois acordados, eu com a mesma roupa que levantei, sem ter tomado banho e ainda por cima vomitada, pois a Sofia tomou muito suco de melancia e me lavou, e na correria não consegui nem trocar a roupa, muito menos tomar um banho.
O que vocês acham?? Ele vai me pedir pra ficar em casa??

Bjs!!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Vivendo o meu luto


Bom, é um assunto muito delicado, mas gostaria de compartilhar com vocês o que eu sinto quanto a isso, e quem quiser, comentar e compartilhar fique a vontade, quero poder de algumas forma ajudar alguém, assim como também me ajudaram em um dos momentos mais difíceis da minha vida.
Eu acredito que toda mulher nasce com os laços maternos dentro delas, só que esses laços vão se aflorando a cada dia, algumas já nascem afloradas, tipo minha comadre Fabiana, ela é dessas mãezonas mesmo, sou muito fã dela, me lembro que quando ela casou, ela dizia que iria voltar grávida da lua de mel, RS. Algumas assim como eu, demoram mais pra aflorar, mas quando afloram, sai de baixo, RS...
Eu sempre dizia que não seria mãe, até gostava de brincar com crianças maiores de 2 anos por uns 5 minutos, mas não pegava bebê no colo e muito menos trocava. Quando comecei a namorar com o Ney, logo já estávamos pensando em casamento, mas dizia pra ele que não queria filhos, na verdade eu tinha medo do parto, achava que iria morrer, RS, o Ney ficava um pouco chateado, pois ele dizia que queria uns 10. Mas com o tempo disse pra ele que 1 tudo bem.
Como muitos sabem, perdi minha mãe devido ao câncer. Em 2005 quando descobrimos a doença, eu fiquei desesperada pra engravidar, pois o sonho da minha mãe era ser avó, foi aí que eu comecei a perceber, que existia sim dentro de mim o tal dos “laços maternais”. Foram 4 anos tentando engravidar, fiz vários exames, passei por vários médicos, mudava as posições, levantava as pernas pra cima, dormia segurando o xixi, dormia com almofada no bumbum, media todos os dias sem falhar a minha temperatura basal, entre tantas coisas. Tudo o que falavam pra eu fazer, eu fazia. Foi uma fase deprimente tanto pra mim, como para o Ney, a gente ficava sabendo que alguém estava grávida, era uma tristeza, não pela pessoa, mas porque todo mundo engravidava e eu não?? O menstruação chegava e eu percebia que o Ney ficava triste, assim como eu... E os testes de farmácia então?? Sempre negativo!! Decidimos parar de tentar, pois aquela situação estava muito ruim. Uma médica me disse que eu não engravidaria sem tratamento, cheguei a tomar indutor e nada resolveu. Mas optamos por não fazer FIV e nem IA, pois o meu medo era grande de também não conseguir. Começamos a pensar na possibilidade de adoção, que ainda mora em meu coração.
Ano de 2009, o câncer da minha mãe, que começou no intestino, havia aparecido no fígado, depois no pulmão, voltou pro fígado, e depois de muitas quimios, rádios, e cirurgias, chegou na cabeça, foi uma fase muito difícil, onde já desacreditava de ser mãe, e também nem tinha forças pra pensar em mais nada, queria minha mãe curada a todo custo, mesmo o médico dizendo que não tinha mais o que fazer. Foi quando depois de um dia muito cansativo, cuidando da minha mãe, carregando ela no colo, dando banho, eu sentei e percebi que meu corpo estava diferente. As vezes eu assisto um programa “eu não sabia que estava grávida” e não entendo como aquelas mulheres não conseguiram perceber que estão grávidas, RS, Deus é muito perfeito em tudo que faz, é incrível imaginar em como ele pensou em tudo, disse pro Ney que estava me sentindo diferente e percebi que minha menstruação não havia chegado, relutei em fazer mais um teste, mas devido aos esforços que estava fazendo cuidando da minha mãe, resolvemos fazer, pelo menos assim descartava a possibilidade, que para nossa total surpresa foi muito positiva.
A partir desse momento me tornei uma mãe, e ninguém jamais poderia tirar isso de mim, tudo mudou na minha vida, tudo se tornou mais lindo. Quando fiz o ultrassom e descobrimos que eram dois bebês então, achei que tudo seria resolvido, minha mãe seria curada e tudo mais. Mas infelizmente as coisas na maioria das vezes não são como nós sonhamos e desejamos, tive um descolamento na placenta, precisava fazer repouso absoluto, mas era muito difícil com a minha mãe terminal, precisava estar ao lado dela, e também precisava de alguém ao meu lado, as pessoas não entendiam a minha preocupação em perder os bebês, pois pra eles eram apenas 2 fetos, pra mim era muito mais do que isso, eram meus filhos, muito esperados, que eu havia lutado tanto pra conseguir, as pessoas me achavam uma folgada, por passar o dia todo deitada ao lado da minha mãe, enquanto minha avó cuidava de tudo, foi uma fase difícil, pois eu amava muito minha mãe, mas queria estar junto do meu marido, queria poder fazer o repouso absoluto, que era quase impossível naquela situação. Quando minha mãe faleceu, passou um tempinho o obstetra que fazia o meu pré - natal me liberou do repouso, estava de 20 semanas e tirando o fato de ter perdido minha mãe, nada podia ser mais perfeito.
Saí com uns amigos para comemorar o fim do repouso, fomos no shopping comer, eu o Ney, Fabiana e Adriano, Priscilla e Denis, meu irmão Rodrigo e minha cunhada Alessandra, tiramos fotos da barriga, os gêmeos ganharam presente da dinda Pri, voltamos pra casa, fomos dormir, acho que não era 00:00 hs e minha bolsa estourou, entrei em completo pânico, nunca havia ficado tão apavorada na minha vida, eu só chorava e dizia ai meu Deus!! Não conseguia dizer pro Ney o que estava acontecendo, mas logo ele percebeu, não vou dizer tudo o que passei daqui pra frente, mas meus filhos tão esperados que eram dois meninos Estevão e Felipe, nasceram e não sobreviveram, pois não estavam pronto ainda. Foi uma junção de muitas coisas, um péssimo pré- natal, feito por um péssimo médico, um péssimo atendimento no hospital, uma mãe de primeira viajem que não tinha informação de nada, que nem imaginava que uma gestação gemelar exige cuidados diferentes.
Enfim, escrevi tudo isso que a maioria já sabia, pra chegar aqui, sobre o depois da perda. As vezes as pessoas me dizem que sou forte, por tanta coisa ter acontecido ao mesmo tempo em minha vida, eu não acho que seja forte, mas cresci muito com essa situação, a doença da minha mãe me fez amadurecer muito, vendo o quanto ela era purificada diante de todo o sofrimento que ela passou, e ela nunca reclamava, estava sempre feliz e fazendo muitos planos, acredito que tudo o que vi a minha mãe passando, foi uma preparação do que estava por vir. É claro que não foi plano de Deus, que minha mãe morresse e depois meus filhos, mas a minha mãe de certa forma, me ajudou a passar por tudo aquilo.
Me lembro de sair da sala de parto e ficar parada em frente a uma outra sala de parto, onde estava nascendo uma menininha, fiquei lá vendo e pensando nos meus bebês que não estariam mais comigo daqui pra frente e eu nem pude pegá-los no colo, fiquei sozinha no quarto, pois o meu convênio na época era enfermaria, e tiraram a outra moça do quarto, pois ela estava grávida e ficaram com medo dela ficar assustada com a minha perda. Fiquei sozinha, quase um dia inteiro, mas a minha ficha demorou pra cair, quando foi a noite, tomei banho, saí do quarto e pedi pra enfermeira deixar eu ir em uma capelinha que tinha lá, ela disse que não podia, foi então que tudo ficou claro na minha mente, eu nunca mais veria meus bebês, e me acabei de chorar na frente dela, que ficou preocupada e permitiu que uma grande amiga ficasse comigo, a minha comadre Fernanda, que foi uma benção pra mim naquele dia, e continua sendo.
Nunca me revoltei, a princípio estava tranquila, mas tive que ficar em casa sozinha 15 dias, o médico não me deixou voltar a trabalhar antes disso. Quando cheguei em casa, a primeira coisa que fiz foi entrar no quarto, que já estava vazio, tinha apenas uma poltrona, meus irmãos tinham desmontado os bercinhos e levado pra casa do meu pai. Os dias seguintes, eu passava naquele quarto vazio sentada na poltrona pensando em como seria a minha vida sem eles, e lendo livros. O Ney chegava do serviço e eu chorava quase todos os dias, estava perdida, mas decidida a continuar. Ganhei de uma amiga querida Kelly, um livro do Padre Alir, o filho que toda mãe gostaria de ter, foi uma grande benção na minha vida, tem muita oração de cura e uma novena para a perda de um filho, que eu e o Ney fizemos juntos, nessa hora a gente tem que se apegar muito a Deus, senão a gente fica louca. O luto é importante, a gente precisa viver aquele momento, pois se fingir que nada aconteceu a gente desmorona mais pra frente. Os meus bebês foram enterrados, eu nem fui, pois estava no hospital ainda, mas depois fiz uma plaquinha com os nomes deles, foi importante pra mim.
Passou uns 15 dias fui fazer uma consulta com o médico que havia feito o meu parto, e ele me deu novas esperanças, fiz uma ultrasson que para minha surpresa eu estava muito fértil, com muitos folículos, até o médico do ultra me disse: - Pode sair daqui e engravidar que está tudo lindo!! RS... O médico havia me pedido pra esperar pelo menos 4 meses, mas foi difícil demais esperar esse tempo, pois havia um buraco muito grande em meu coração e no do Ney também, os dias não passavam e a saudade só aumentava, essa dor de mãe não passa nunca e é duro ter que ouvir das pessoas: - Tadinha, logo passa!! Ou – Você não sabe o que é perder um filho!! – Você tinha que ter se cuidado!! E tantas outras coisas que não vale a pena colocar aqui.
Mas dei a volta por cima, e comecei a fazer o método da Temperatura basal, que aprendi com ele, muito sobre mim, passei a me conhecer melhor e quando passou exatamente 3 meses, não aguentei mais esperar, na minha primeira tentativa, estava eu grávida novamente, fiquei muito feliz por Deus ter permitido que isso acontecesse novamente em minha vida, mas os medos eram muito grande de acontecer novamente. Tive muito apoio do meu marido, pesquisei muito sobre tudo, cheguei a trocar de médico 3 vezes até me sentir completamente segura, mudei totalmente minha alimentação. E Deus me honrou, me deu um filho lindo que hoje está com 2 aninhos e quando ele estava com 7 meses, estava eu grávida novamente de uma menininha linda e fofa que hoje está com 11 meses. Mas coração de mãe é muito grande, e no meu cabe meus dois bebês e os meus dois anjinhos que rezo todo dia pra eles, mesmo sabendo que o reino dos céus é dos pequenos, mas mãe é assim mesmo, nunca esquece os filhos. Eles sempre vão fazer parte de minha vida e mesmo que Deus não tivesse me dado o Miguel e a Sofia, eu ainda continuaria a ser mãe, pois a partir do momento que um ser é gerado em seu ventre, não tem como voltar atrás, a gente se torna mãe, e ninguém pode tirar isso de nós, só sendo mãe para entender.
E ainda escutei muitas coisas das pessoas. –Vê se cuida direito dessa vez!! – Não compre nada antes dos 3 meses, se não o bebê não vinga!! Entre outras... Mas temos que passar por cima disso e continuar, pois além de nós, tem outra pessoa que também sofreu muito com essa situação e precisa da gente, o marido.
Bom, amigas, só queria partilhar com vocês o que aconteceu comigo e dizer que sempre quando fico sabendo de alguém que perdeu um bebê, ou teve um aborto, sofro muito com isso, pois conheço bem essa dor. Bola pra frente amigas, creia que Deus vai te honrar. Nunca cai uma folha de uma árvore sem que Deus queira, Ele sabe todas as coisas. As vezes a gente não entende a vontade de Deus pra nossa vida, mas precisamos aprender a aceitar, pois tudo por pior que seja amadurece o nosso coração. As pessoas me dizem, nossa Deus tirou, mas deu dois no lugar, RS... Mas eu preferia ter os 4 junto de mim, eu nunca vou esquecer os meus meninos, pois eles me ensinaram muito de como ser mãe, pois ninguém nasce sabendo ser mãe, a gente aprende com os filhos, eles são nossos maiores professores.
Pra terminar, uma grande amiga Arlene,me disse algo lindo, que Deus dá a escolha para os bebês de nascerem ou de morrerem pela santificação de sua família, esses nossos bebezinhos que estão no céu intercedendo por nós, escolheram dar a sua vida pela nossa santificação, é lindo de se ouvir e consola a nossa alma.
Vou ficando por aqui e peço o comentário das minhas queridas amigas que passaram e passam por essa situação, para que outras mãezinhas também consigam passar por isso e continuar.
Muita força a todas as mamães de anjos, estamos juntas!! Bjs no coração!!