Vamos ver se eu não mudo se assunto, e se consigo terminar
de escrever, RS
Bom, o assunto que eu queria partilhar com vocês é sobre
broncas, rsrsrsrs... Quem já não levou uma bronca da mãe, do pai, do tio, da
vó... E hoje viramos adultos e é a gente quem dá as broncas. Se bem que levo
bronca até hoje, RS.
Eu me lembro de quando eu ainda não tinha filhos e ficava
sempre reparando nas atitudes de quem tinha, e pensava, ou falava pro meu
marido, o meu filho não vai ser assim, ou, eu não vou fazer isso ou aquilo,
kkkkkkkkkkkkk... É até engraçado de lembrar, pois na teoria é uma coisa, na
prática é completamente diferente... A gente faz o possível, e ainda tem que
escutar, de fulano e beltrano, meu filho não fazia isso, meu filho não fazia
aquilo, você precisa ser pulso firme, você é muito molenga. Gente, como é complicada
essa parte da educação, tanta gente querendo educar os nossos filhos. E as
mesmas pessoas que te ensinam a educar, ao mesmo tempo, conseguem deseducar com
uma facilidade.
Quando eu era secretária em um consultório médico, eu sempre
tive horror aquelas mães que ficavam sentadas lendo revistas, e o filho só
faltava destruir o consultório, que ela nem tirava o olho da matéria que estava
lendo e dizia apenas por obrigação: - Joãozinho, para de fazer bagunça, olha
lá, a secretária tá brava com você!! Isso me irritava profundamente. Eu
pensava, “Perua, levanta a bunda desse sofá e dê um pouco de educação para essa
criança” pensava também: “ Brava é a
senhora sua mãe!!”... E pensava muitas outras coisas, e hoje, eu até entendo um
pouco aquelas mães, RS, embora eu seja bem neurótica, continuo tendo pavor de
criança mexendo nas coisas, e meus filhos mexem mesmo, as vezes eu deixo de ir
visitar alguém por isso, a gente vai na casa de alguém e não consegue nem
conversar de preocupação de quebrar alguma coisa, a minha vontade é sentar e
esquecer, igual aquelas mães do consultório, e não adianta brigar, agachar e
conversar, que os danadinhos voltam lá de novo e em menos de meio segundo, como
são rápidos. O Miguel, já passou um pouco dessa fase de mexer, mas a Sofia, é o
Miguel duplicado, todo mundo dizia: -Você vai ver como é mais calma!! Ah, tá
bom que é mais calma, a minha mocinha, tem aquela carinha linda que você sempre
vê (e de fato é linda mesmo viu, não tem nada de photoshop) nas fotos, mas
aquelas roupinhas mega fashion é só 5 minutos, passou disso ela rasga a roupa,
ela é arteira e meia, o Miguel não fazia metade das artes, nunca perdi uma unha
na minha vida inteira, ela com 11 meses está sem a unhinha do mindinho. E você
chama a atenção dela, ela morre de rir.
Eu me lembro de ver aquelas mães loucas, dizendo para os
filhos: - Não mexe aí, que o homem do saco leva!! – Não entra aí que o bicho
papão vai pegar!! – Se fizer bagunça o médico vai te dar uma injeção!! Por isso
que a gente chega no Pronto atendimento e as crianças gritam na hora de entrar
no consultório, (O Ney ensinou pro Miguel, que o médico é bonzinho, se você
perguntar pra ele o que o médico faz, ele vai te dizer que olha o ouvidinho, a
boquinha, e o coração, RS) Pois é, eu sempre tive horror a essas situações,
achava um absurdo dizer uma coisa dessa pra criança, pensava comigo, “Que
neurótica”. Pois se você parar pra pensar, isso realmente não é legal, afinal,
já vai introduzindo muitos medos na criança, medo de médico, medo disso, medo
daquilo, e futuramente pode causar bloqueios na fase adulta, é o que eu penso.
Certa vez, estava na casa de uma amiga, e tinha um menininho
de mais ou menos 4 aninhos, com uma cara de apavorado. Eu mexi com ele, e ele
me disse: - tem bicho aqui!! Com a mesma carinha daquele menininho do filme
Sexto sentido, lembra?? – Eu vejo gente morta!! Pois é, essa cara, e eu disse:
- Não tem não, pode ficar tranquilo. E ele muito insistente disse novamente: -
Tem bicho aqui!! Minha mãe falou!! Fiquei com uma raiva daquela mãe, vocês não
conseguem imaginar, a cara de espanto que ele estava, ele nem se mexia. Mas
apesar de tudo, hoje eu entendo, sem querer as vezes me pego falando essas
coisas que eu abomino, para o Miguel, a Sofia não porque ela não entende muito,
mas o Miguel entende tudo. Ontem mesmo, estava um frio, fui trocar a fralda
dele, e ele ama ficar pelado, não queria colocar a roupa e saiu correndo, eu
estava meio irritada, disse pra ele: - Vem já aqui colocar essa roupa, pois
está muito frio, você vai ficar doente, e vou ter que levar você no médico pra
tomar injeção e vai doer!! (Olha o que a louca fala pro filho) E vocês nem
imaginam o que ele me respondeu: - Mãe, então o médico vai ter que PENSAR!! Pra
quem não sabe, pensar é tipo um castigo desses da super Nany, inclusive o apelido
do Miguel em casa é Miguel o pensador. Pois, segundo ele, todo dia a tia Jú,
coloca ele pra pensar, mas ele sabe que está errado, ele tem noção. E graças a
Deus, quando ele faz coisa errada, ele sempre pede desculpas e diz que não vai
fazer mais, mas como a memória é curta, já viu né.
Acho que precisamos nos policiar, das coisas que dizemos aos
nossos filhos, não tem aquele ditado, praga de mãe pega. E pega mesmo, pois as
palavras tem muito poder, nós mães, nunca falamos nada por mal, mas temos que
tomar cuidado, pois sem querer acabamos
amaldiçoando. Nós temos poder para abençoar, mas também temos poder para
amaldiçoar. Onde já se viu, eu dizer pro Miguel que ele vai ficar doente, é
claro que não é algo que eu quero que aconteça, mas não é uma coisa legal de se
dizer.
Pra quem não sabe, eu não como arroz e nem feijão... Estou,
aqui imaginando a sua cara, e já sei quais são as suas perguntas, afinal, tive
que responder isso a vida toda. – Como você vive?? – O que você come?? – Você
não tem anemia?? Respostas: - Vivo muito bem, obrigada!! Como quase tudo o que
não é arroz e feijão!! – Já tive anemia, mas conheço pessoas que comem arroz e
feijão, que vivem anêmicas.
Voltando ao assunto, eu nunca comi arroz e feijão, mas meus
filhos comem de tudo, fiz o possível pra isso, pois não quero que eles passem
pelo que eu passei. Quando eu era criança, minha mãe sempre me dizia que eu ia
ficar doente, que eu ia ter anemia, leucemia, e que ia morrer. Falando assim,
você deve estar pensando, nossa que mãe horrível, mas eu entendo, é desespero
de mãe, na hora do nervoso, a gente fala o que não deve mesmo, e isso reflete
muito na vida do filho depois. Nossa, eu morria de medo de morrer, tinha dias
que nem dormia, mas não comia arroz e feijão de jeito nenhum, eu acabei
descobrindo na adolescência, que anemia era uma coisa e leucemia outra bem
diferente, tentei explicar pra minha mãe, acho que ela acabou acostumando com a
ideia.
Depois já na fase adulta, eu já estava casada, comecei a
vomitar todos os dias, e fiz muitos exames, passei por diversos médicos de
diversas especialidades, e não tinha nada. Até que resolvi passar com uma
médica de homeopatia. Foram as melhores consultas da minha vida. Ela começou a
perguntar da minha vida desde que eu me lembro, pra encontrar o meu problema, e
der repente, eu relatei pra ela que eu não comia arroz e feijão, ela olhou pra
mim e disse: - E daí?? Você não tem outro tipo de alimento pra comer?? Aquilo
me assustou, pois em toda a minha vida, nunca alguém tinha achado tão normal eu
não comer arroz e feijão. Então ela me disse: - Qual o problema?? E as pessoas nos outros países, como sobrevivem
sem o arroz e feijão?? Isso é uma comida típica brasileira, mas não é algo
necessário. É algo que você soube a vida inteira, mas nunca se deu conta. Contei
pra ela, de como todo mundo falava que eu ia ficar doente, e não era só a minha
mãe.
Depois daquele dia não vomitei mais. Viu só, as palavras tem
poder... Por isso, (digo isso pra mim mesma)vamos abençoar muito os nossos
filhos, com frases que só irão trazer coisas boas pra eles. Eu procuro, todos
os dias, mesmo na correria, sempre dizer Bom dia meu príncipe e minha princesa,
Você é lindo(a)!!Te amo!! (Digo isso o máximo que eu posso) e muitas outras
coisas, que eu sei que todos dizem aos seus filho.
Vou indo, até a próxima!! Espero que não seja daqui a 6
meses. Bjs e Deus abençoe!!








