sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Especial Dia dos pais

Entrei na faculdade no ano de 2008 e de lá para cá muitas coisas mudaram, mas a principal delas é que hoje sou pai de 2 criaturinhas lindas, que enchem minha vida de felicidade.

Nestes longos 5 anos perdi e ganhei muita coisa, já tinha perdido minha mãe em setembro de 2007, grande perda para mim, pois jamais imaginei que isso pudesse acontecer naquele momento, e é muito difícil não poder dizer até breve para alguém, principalmente quando este alguém é sua mãe - mas voltando ao assunto – em 2008 nossa família era composta só por Aline e eu, então, conseguia me dedicar bem aos estudos, era um aluno bem exemplar, tirava sempre notas altas.


Em 2009, a primeira grande perda (pós-faculdade) que tivemos foi minha sogra, me lembro de ter chegado da aula naquele dia e estava lavando a louça (a Aline estava de repouso por conta da gravidez dos gêmeos), escutei o telefone tocar, ela atendeu, e depois um longo silêncio, quando terminei de lavar a louça e fui até a sala, a Aline estava deitada no sofá, olhou para mim e disse: - Minha mãe acabou de falecer! - olhei para ela e perguntei se isso era realmente verdade, ela respondeu que sim e me pôs a par dos detalhes - É engraçado como encaramos a morte, ela nem sempre traz aquilo que esperamos, foi tudo muito triste, mas até naquele momento a Sra. Rosângela (minha sogra) nos emprestou um pouco de sua serenidade, adquirida na dor e sofrimento de seus últimos anos de vida, dor e sofrimento que nunca a fizeram desistir e claro não nos faria também, pois com ela aprendemos a sempre seguir.


Pois bem, o tempo passou, os gêmeos cresciam e tudo ia bem, até que no inicio de agosto deste mesmo ano sofremos outra grande perda, estávamos dormindo, e fui acordado pela Aline chorando ao meu lado, disse que tinha estourado sua bolsa e tinha perdido líquido. Minha primeira reação foi de acalma-la, confesso que eu estava desesperado, mas não poderia deixar isso transparecer, disse a ela que poderia não ser nada e que iríamos até o hospital, em resumo, os gêmeos nasceram e não sobreviveram. E mais uma vez lá fomos nós pensarmos sobre nossa existência, confesso que passamos por dias difíceis e nada nem ninguém poderia nos confortar a não ser o próprio Deus e enquanto estivéssemos juntos poderíamos superar.


A partir daí a Aline começou a procurar respostas e claro encontrou muitas, e graças a elas em novembro já estávamos a espera de mais um milagre, que, depois de longos nove meses veio ao mundo, o Miguel.


No dia que o Miguel nasceu confesso que não sabia o que fazer, tudo aconteceu rápido e da melhor forma possível, assisti aquele parto e confesso que me encantei, primeiro, por minha esposa, que mostrou ser muito forte e, claro, posteriormente, por aquele serzinho que mudaria nossas vidas para sempre, com noites mal dormidas, as cólicas e desafios de se aprender a ser pai, confesso que nos primeiros dias tive medo, mas não mais que o amor que gerou dentro de mim, e pouco a pouco fui aprendendo a cuidar dele.


A faculdade já não era mais a mesma coisa, continuei me esforçando claro, mas já faltava mais e tinha menos tempo de estudar.


Tudo piorou (do ponto de vista acadêmico) quando descobrimos que novamente estávamos esperando um bebê, ficamos desesperados, principalmente eu, pensei em desistir, trancar a faculdade, mas com ajuda da Aline persisti, e, desta vez os nove meses não pareceram longos, e em novembro de 2011, surgia em nossas vidas a Sofia. O desafio agora era outro, já sabíamos como fazer, como cuidar, mas nossa preocupação se voltou para o Miguel, pois não sabíamos como seria sua reação, apesar de já o prepararmos desde o inicio da gestação da Sofia, e, como sempre, ele nos surpreendeu, recebendo muito bem a novidade.Confesso que foram dias difíceis, principalmente para a Aline, que tinha de ficar em casa com os dois, e, enquanto um corria e fazia bagunça (Miguel), a outra (Sofia) mamava. Eu, ia para a faculdade todos os dias preocupado, não com as crianças, pois sabia que estavam bem cuidadas, mas com a Aline, que tinha de aguentar este fardo e a partir do nascimento da nossa princesa eu não conseguia estudar mais, foram dois anos em que estudava pouco e tinha que entender o que estudava pois sabia que não ia ter muito tempo para estudar.


Chegava em casa depois da faculdade, e ia ajudar de alguma maneira, pois muitas vezes(e foram muitas mesmo!), a Aline não tinha se alimentado, não tinha tomado banho e nem mesmo ido ao banheiro ,e depois que ela deitava e as crianças já estavam dormindo, eu ia estudar, muitas vezes sentava no chão da sala com o Notebook no colo pra não dormir e muitas vezes dormia sentado e acordava de madrugada sem entender o que estava acontecendo.Graças à Deus o tempo passou, e no fim de 2012 chegava ao fim minha jornada acadêmica, muitas vezes disse a mim mesmo que não sabia como tinha conseguido, mas no fundo eu sabia, consegui porque Deus esteve comigo, porque colocou ao meu lado alguém que nunca permitiu que eu desistisse e que sempre foi o alicerce de minhas batalhas e sou eternamente grato por sua vida, por seu amor e dedicação, minha grande esposa.Aprendi em 5 anos cursando direito que tudo é possível e que ninguém conhece nossas batalhas e cada um tem a sua, e por mais fácil que nos pareça precisamos respeitá-las, pois a dificuldade de uns nunca será a dificuldade de outros.


Aprendi que não existem regras pré-determinadas e as exceções sempre estão no meio do caminho, não só no direito, como também na vida e sempre é preciso estar preparado para elas, mas ao contrário do direito, na vida, ela não está escrita, pelo menos pelas mãos humanas, e sempre, por mais difícil que seja, ela sempre trará algo bom, pois Deus nunca nos permite passar por aquilo que não podemos suportar, por isso creia sempre, o melhor ainda está por vir.


Sidney R. Oliveira





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Minha faculdade de Direito Parte II


Continuando minha faculdade de direito e lembrando algo muito importante, como disse no início, enfiamos a cara nas dívidas e não nos estudos como a maioria costuma a fazer. Modestamente falando, o Ney é o segundo cara mais inteligente que eu conheço pessoalmente, o primeiro é o meu pai, RS... Mas enfim, tivemos de fazer um financiamento na faculdade, pagávamos a metade a vista e a outra metade depois de formado, e assim foi até a metade do 3º ano, e depois ele conseguiu meia bolsa até o final do curso. E além de todas as contas de final de ano e começo de ano que todos conhecem, já chegaram nossos boletinhos com a divida atualizada de todos os meses que devemos, RS...
Minha mãe se foi, e como eu estava naquela euforia da gravidez e ainda de gêmeos, eu não senti tanto, minha ficha demorou muitooo pra cair, no velório eu ria pra todo mundo, falava dos gêmeos, contava o que tinha engordado, os enjoos, parecia que estava meio anestesiada de tudo aquilo. Só quando o caixão fechou é que eu me dei conta de que nunca mais veria a minha mãe. Os dias se passaram e eu continuava bem, preparando o enxoval, pesquisando tudo sobre gêmeos, ansiosa para confirmar se eram 2 meninos mesmo, mas o quarto já estava pintado de azul, pois tinha certeza de que minha mãe estava certa.
Enfim o médico me liberou do repouso, eu nem podia me conter, queria ir no Centro da Cidade, no shopping ver tudo de bebês. Então combinei com uns amigos de irmos ao shopping comer, demos uma voltinha, mas não fiz nada de esforço e nem andei muito. O pessoal assustou de como eu comi naquele dia, mas essa foi a gestação de eu mais sentia fome e engordei muito. Chegamos antes das 22:00 hs em casa e logo fomos deitar, e antes da 00:00hs (já estava dormindo), senti uma água saindo de dentro de mim, que era bem diferente de xixi. Acordei chorando e não conseguia falar o que estava acontecendo, mas logo o Ney percebeu e fomos para a maternidade que pretendia que eles nascessem, chegando lá, a plantonista que me atendeu, me examinou e disse que estava com a bolsa rota, tentou contato com o meu obstetra que parecia pouco se importar, disse que mandaria um médico no lugar dele, que nunca apareceu, mas o hospital não tinha leito disponível, a plantonista ligou para outro hospital explicando a urgência do atendimento, mas chegando lá, fiquei um bom tempo na recepção e depois um tempo ainda maior em uma segunda recepção, para o plantonista me dizer que eu fiz xixi na calça. O médico disse que me internaria pela minha insistência, mas por ele eu iria embora. Fiquei o domingo inteiro tendo contrações, mas todo plantonista que aparecia por lá, não dava a mínima, dizia que eu tinha feito xixi. O último que me examinou, disse que ia me mandar pra casa, pois eles estavam perdendo tempo comigo. Na segunda, eu ia ter alta, cheguei até falar isso para o Ney por telefone, mas der repente apareceu um novo plantonista, que quis saber o que estava acontecendo comigo e ele percebeu que eu estava em trabalho de parto, fez o toque, não me falou nada e até hoje eu não sei se estava toda dilatada ou não. Ele olhou para as enfermeiras e disse: - Vamos correr que eu peguei o pé de um!! Acho que foi um modo de dizer que eu estava toda dilatada, sei lá, não tomei nenhuma anestesia, a única coisa que ele me disse foi: -Aline, vamos ter que fazer o seu parto e seus bebês não irão sobreviver, pois são muito pequenos e será parto normal, para o seu bem, pois assim você poderá engravidar mas rápido. Eu não sabia o que fazer e dizer, apenas consenti com a decisão do médico, rezando para que Deus fizesse um milagre.  Eu estava sozinha e as enfermeiras já foram me transferindo para uma maca, eu peguei meu celular liguei pro Ney e disse que estava indo para a sala de parto.
O Ney chegou logo e conseguiu entrar meio a força para ficar comigo. Nasceu o primeiro e era um menino, o Ney chegou a vê-lo mexer, mas assim como o médico havia dito meu Estevão não sobreviveu. Tive que ficar em outra sala, esperando o Felipe descer, pois ele estava alto. Naquele momento, nem me lembrava do pavor que tinha de parto normal, só esperava de Deus um milagre e sentia meu bebezinho pulando dentro de mim, ficava imaginando o que ele estava sentindo depois de 5 meses juntos, a vida os tinha separado por alguns minutos, mas logo estava na hora dele nascer também e não tinha o que fazer. Ele também nasceu e foi junto com seu irmãzinho inseparável.
Assim que terminou o parto, eu tomei uma raqui, para retirarem a placenta, não entendo o motivo disso, mas assim foi o meu primeiro parto. As enfermeiras começaram a me tirar de lá, e pedi para ver os meus bebês, elas então mostraram os dois para mim, que nem consegui enxergar, e a minha maior dor é não ter a imagem deles na minha mente, não consigo me Lembrar do rostinho dos dois, me lembro apenas, que eles estavam formadinhos e perfeitinhos, minha avó disse para todo mundo que eram a cara da minha mãe, mas a mesma coisa foi com o Miguel e a Sofia. Fiquei uns 30 minutos em frente a uma sala de parto onde estava nascendo uma menininha, me lembro de ouvi-la chorar e de um dos médicos dizer para a mãe que era uma menina. Depois disso me levaram finalmente para o meu quarto, passei por um lugar onde estava lotado de pessoas da minha família, não queria falar com ninguém, e realmente não falei, só queria ficar sozinha.
Como as pessoas hoje em dias são descrentes, na sala onde ganhei os meus bebês não tinha uma incubadora, ninguém acreditava que um milagre poderia acontecer, que os meus filhos poderiam sobreviver, mas creio que essa parte da minha vida era algo que eu precisava passar. O médico me disse com convicção que eles não iriam sobreviver, será que ele nunca ouviu falar de Deus?? Pois no meu coração, eu acreditava que eles iriam sair comigo daquele hospital. Mas Deus sabe todas as coisas e nunca cai uma folha da árvore sem que Deus queira.
Depois do parto uma enfermeira disse ao Ney, que como os bebês tinham menos de 500 gramas, era opcional, poderia deixá-los no hospital, mas também poderia levá-los para que fossem enterrados. Assim começou uma briga do hospital com a minha família, que queria levar os bebês para serem enterrados , mas o médico chefe disse ao Ney que não permitiria que ele levasse, disse: - Deixe aqui, que a gente dá fim neles, (e disse a mesma coisa pra mim) – Pra que gastar dinheiro com isso?? O Ney então disse pra ele: -  Dr. Eu e minha esposa, acreditamos muito em Deus, e não importa se eles tem 200 gr, 300 gr, 500 gr... Eles são parte de nós, foram muito desejados, e eu quero sim enterrá-los. Mas se o Sr. Está dizendo que não vai liberar, tudo bem, mas quero uma declaração a próprio punho, assinada pelo Sr. dizendo que não está liberando, e depois a gente resolve.
Então o médico disse pra ele que não podia liberar, pois não foi ele que fez o parto, (desconversou) que era pra ele voltar mais tarde que o medico que havia feito o parto, iria liberar pra ele.
O Ney chegou mais tarde, o médico já estava lá e liberou os bebês, para serem enterrados, eu não pude estar, pois estava no hospital. Mas minha avó fez um batismo de intenção no cemitério mesmo, foi muito importante pra mim, nem tinha pensado nisso, mas quando fiquei sabendo, fiquei muito feliz.
Quando cheguei em casa, a primeira coisa que fiz foi ir para o quarto deles, mas não tinha mais nada, meus irmãos haviam tirado tudo do quarto, estava vazio, assim como o meu coração naquele momento, tinha apenas uma poltrona, mas em nenhum momento deixei de acreditar que Deus tinha um propósito maior para a minha vida, mas é claro que fiquei sem chão, o Ney ia trabalhar e eu passava o dia inteiro naquele quarto, sentada naquela poltrona. Pode parecer ruim, mas aqueles momentos foram importantes para mim, estava vivendo o meu luto, e me encontrando com Deus. Mas já não podia imaginar a vida sem filhos, por isso pedi muito a Deus que me presenteasse novamente.
Comecei a procurar outros médicos e logo, fui fazer um Ultrasson, o médico que fez o exame, disse que meu útero estava pronto para ter outro bebê, que eu poderia sair dali e engravidar, mas quando fui levar o exame para o médico olhar, ele me disse que meu útero era infantil e seria preciso fazer muitos exames, me mandou voltar no médico que fez o exame, pois naquele exame faltava algo que ele havia pedido. Fiquei arrasada, voltei no médico, que me atendeu prontamente e conversou muito comigo, me mostrou livros, me garantindo que meu útero não era infantil.
O Ney, marcou exames, eu já tinha lido um livro do  Neil Velez, que ganhei de uma amiga querida nos últimos dias de vida da minha mãe, e fiquei sabendo que ele estaria em São José dos Campos, não poderia deixar de ir, eu tinha certeza que Deus iria falar comigo nesse encontro, quando chegou o dia, fui com minha prima Flávia e minha tia Ane. Foi simplesmente maravilhoso, eu nunca senti tão forte a presença de Deus na minha vida, eu senti Deus curar todo o meu ser, o Neil Velez estava bem longe de mim, ele nem sabe que eu estava lá, não encostou a mão em mim, mas naquela noite, Deus me viu e tocou sua mão em mim e eu saí de lá certa disso. Nessa mesma semana, o resultado do exame do Ney saiu e por incrível que possa parecer estava mais do que normal, ele não tinha mais nada. Eu não me lembro ao certo se foi depois disso ou antes disso, mas eu e o Ney, fomos em um grupo de oração que não conhecíamos ninguém, e uma moça orou por mim e disse:
- Você está grávida??
Eu disse: - Não!!
Ela disse então: - Deus me deu uma visão se você segurando um menininho!!
Eu perguntei: - Só um??
Ela disse: - Sim, só um!!
Fiquei com aquilo na minha cabeça, não lembro ao certo a sequencia dos acontecimentos, mas foram todos seguidos, então um dia eu estava certa de que estava no meu dia fértil e tive certeza que havia engravidado naquele dia, naquela noite, eu nem conseguia dormir, pode ter sido psicológico, mas senti como se os meus folículos estivessem explodido. Eu utilizava um método, chamado Temperatura Basal, e com ele é possível saber se a sua menstruação virá através da temperatura do corpo, não sei se vou conseguir explicar, mas temos uma temperatura mais ou menos igual todos os dias assim que acordamos, mas quando ovulamos a temperatura sobe e fica alta até o dia de vir a menstruação, no dia que a temperatura cai a danada vem sem falta.
Depois desse dia, eu sempre fazia uma oração pedindo pra Deus, que se minha temperatura caísse, e depois que media e via que ainda estava alta, eu fazia uma nova oração agradecendo por ainda ter uma esperança.
Um dia antes da minha provável menstruação vir, medi a temperatura pela manhã e quase infartei de felicidade quando vi que a temperatura ainda estava alta, tive certeza naquele dia que estava grávida. Era uma sexta feira, não consegui me controlar e acabei contando para o Ney, e compramos o teste de gravidez. Já era a noite, fiz o teste e apareceu só uma listrinha. Fiquei arrasada, não era possível, eu nunca tive tanta certeza de algo na vida, disse pro Ney que era negativo e fui tomar banho. Quando saí do banho, fui jogar o teste no lixo, e vi mais uma listrinha bem clarinha, mas ela estava lá. Na segunda fiz o Beta no laboratório e estava eu mais uma vez grávida e de apenas 4 semanas. O resto da história vocês já conhecem, esse é o Miguelzinho, meu príncipe lindo, arteiro e inteligente.
Continua...



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Sumida pra variar

Oi amigos, 

Me perdoem estar sumida, mas como disse uma amiga certa vez: - A felicidade consome completamente o meu tempo!!

E é bem verdade, as crianças foram um sonho realizado na minha vida e do Ney, porém, tem dias que eu pagava pra eles dormirem um pouco mais cedo, pra ter um tempo pra mim. 
Eles são lindos, fofos, dá vontade de morder e tudo que todo mundo fala (convencida eu?? Não, sou apenas mãe dos filhos mais lindos do mundo, você também deve ser, né, rs), mas não param nenhum segundo. Tem sido difícil entrar na net, mesmo com o Ney em casa, mas espero esse ano de 2013 dar um novo rumo a minha vida.

Desde que o RH entrou na minha vida, achei que realmente havia me encontrado nessa profissão, mas o que fala mais alto dentro de mim hoje é a profissão MÃE. Não desmerecendo nenhuma mãe profissional realizada, pois eu acho que a gente precisa sim, de ter uma vida financeira e profissional, mas EU, Mamãe Aline, sinto que no momento eu preciso estar com meus bebês. Por isso estou anunciando de primeira mão, que semana que vem começo minha faculdade de Pedagogia. E adivinha quem vai ficar com as crianças??? Ele mesmo, o Ney!! O que vocês acham que irá acontecer??

Prometo tentar contar o que acontecerá nos próximos capítulos.

Eu deveria ter dado ouvidos a minha mãe, as mães sempre tem razão em tudo e ela sempre me incentivou a ser professora, mas eu nunca havia me imaginado dando aula, mas hoje eu percebo o quanto Pedagogia é a minha cara, só tem a acrescentar na minha vida de mãe, e posso ter um pouco mais de tempo com meus filhos, trabalhando meio período.

Por hoje é só pessoal!!

Em breve, posto algumas pérolas do Miguel!!

Bjs!!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Minha lojinha virtual

Bom dia amigos, aproveitando, gostaria de divulgar algumas da peças para bebês que eu vendo, são importadas, lindas e fashions, e os preços estão ótimos, e agora para o natal estamos com uma mega promoção, tudo com 15% de desconto, menos as faixinhas. Aproveitem nossas promoções... Super bjs!!





Vestidinho marrom com rosa, super fofo e acompanha essa linda calcinha, com uma abertura super charmosa atras, para aparecer a calcinha. De R$52,90 por apenas R$44,90. Temos apenas tamanho 6 a 9 meses e 12 a 18 meses.






faixas de meia de seda e renda Apenas R$18,00





Conjunto regata e saia estilo tutu, nas cores marrom e rosa onça, De R$69,90 por apenas R$59,40
Marrom apenas 1 peça tamanho de 12 a 18 meses 
Rosa tamanho 2, 3 e 4 anos





Conjunto camiseta e bermuda baby para meninos, a camisetinha tem botão nas costas, super prática.
Tamanhos de 0 a 12 meses
De R$45,90 por apenas R$39,00





Gente, dá uma olhada nessa calça jeans, é uma fofura... Super fashion, com elástico na cintura, desbotada, rasgadinha, linda!!!Adoro quando o Miguel usa, fica super charmoso.
De R$69,90 por apenas R$59,40
Tamanhos 3, 4, 5 e 6 anos.






Em breve posto mais fotinhas... Bjs!!



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Minha faculdade de direito Parte I


Oi amigos, hoje eu resolvi falar um pouquinho da minha faculdade de direito, pois é, minha também, pois não foi só o Sidney que ralou pra se formar, eu ralei junto, e teve dias que pensei que não aguentaria mais.
Enfim acabou, é claro que temos uma longa jornada pela frente, OAB, pós, mestrado, mas acredito que o pior já passou e dias melhores virão, graças ao nosso bom Deus e o esforço do meu marido.

Ontem dia 06/12/2012 um dia inesquecível para mim, quando o Ney chegou por volta das 20:00hs, de sua última prova e último dia de aula, um filme passou em minha mente, me deu um nó na garganta e uma vontade louca de chorar, escrevi uma mensagem para alguns amigos no celular e no face, e logo começaram a retornar mensagens para nós, não me aguentei mesmo e chorei. As pessoas que conhecem um pouco da nossa vida irão entender, talvez outras que não conhecem possam pensar, -Nossa, que exagero!! Mas vou tentar resumir um pouquinho do nosso curso de direito.

Quando o Ney me disse que queria fazer direito, foi do nada, e eu achei o máximo, não me preocupei se podíamos pagar ou não, e ele enfiou as caras na divida e começou a fazer. Minha sogra tinha ido morar com Deus em 2007, e em 2008 começou o curso. Minha mãe sempre admirou muito o Ney, ele realmente é uma pessoa que vc não encontra em qualquer lugar e eu não podia brigar com ele, ela nunca ficava do meu lado, sempre do dele. Me lembro em 2007 mesmo, quando a saudosa Dona Maria, foi para uma melhor, minha mãe iria fazer uma cirurgia no fígado, devido o tumor , ela retirou quase 80% do fígado, mas antes de entrar em cirurgia, ela olhou pra ele e disse: - Ney, eu não vou morrer!! Eu vou viver pra cuidar de você!! E depois da cirurgia, no dia que ela voltou pra casa, nós chegamos e lá estava a Dona Rô no portão com a barriga toda costurada, aquele sorriso que me faz muita falta, nos esperando e disse pra ele: - Eu não disse que não ia morrer!!

Mas voltando a 2008, início da faculdade, minha mãe morria de orgulho do Ney fazer direito, sempre teve certeza de que ele iria até o final e ainda seria juiz, RS (Quem sabe né mãe??)
Passei o ano de 2008 tentando engravidar, assim como o anterior, mas não tivemos sucesso, foi um ano bom, apesar de toda dificuldade com o câncer da minha mãe, as pessoas chegaram a me dizer que eu não me importava com ela, pois estava sempre feliz. Na verdade, a gente sabia da doença da minha mãe, mas não tínhamos noção da proporção, pois ela estava sempre muito bem, em nenhum momento achei que minha mãe fosse morrer, ela passava isso pra gente e nós continuávamos seguindo com a vida da mesma forma, assim como ela também.

Nós tínhamos uma YBR, graças ao meu irmão Fernando que tinha passado pra gente, velha de guerra, pra quem lembra da danada, temos ainda, nem o Miguel sabe da existência , RS, está guardada no escritório, não sei se funciona, mas é uma querida pra mim, só boas recordações. No fim do ano sempre pegávamos a estrada com uma mochilona nas costas, muitas chuva, no inverno era terrível, mas no calor uma benção, RS...

Nesse ano, eu trabalhava no consultório médico e odontológico, mas em agosto, fui trabalhar junto com o Ney na Aucon, onde estou até hoje. Íamos trabalhar juntos, depois ele me deixava em casa e ia pra faculdade. E eu ficava em casa de boa, RS...

Em 2009 o ano mais difícil da minha vida, no carnaval, fomos pra praia com a minha mãe, o Fernando, a Ana, Lucas e alguns amigos. Foi bom poder fazer esse passeio com a minha mãe, ela não estava muito bem, mas não se queixava de nada. Voltamos pra casa, o Fernando e a Ana ficaram noivos. E Na mesma semana, minha mãe foi fazer um exame, passou mal e descobrimos que o tumor havia isso pra cabeça.
Havia desistido da ideia de ser mãe, pensava em entrar na fila de adoção, mas naquele momento, só pensava na recuperação da minha mãe. ETA doencinha danada, minha mãe cada dia estava pior, foi quando comecei a perceber o quão sério era o câncer, um dia ela não tinha o movimento das mãos, o outro dos braços, o outro das pernas e assim por diante, comecei a carrega-la para ela ir ao banheiro, tomar banho, com a ajuda de uma vizinha querida e de minha avó. Quando um dia, percebi que meu corpo estava diferente, estava grávida e logo no início, talvez por muito esforço, já com descolamento na placenta.

Minha mãe foi ficar na casa da minha avó, e eu tinha de fazer repouso absoluto, mas sempre estava por lá, ela ficou muito feliz com a notícia, mas devido a doença, as vezes ficava meio fora do ar, e começou a dizer pra quem ia visitá-la que estava grávida de dois meninos. Eu achava engraçado, pois na verdade ela se referia a mim, mas eu jamais imaginava que isso poderia ser possível, mas para a minha surpresa no dia do Ultrasson lá estava dois embriões, eu quase não acreditei, comecei a perceber que minha mãe não pertencia mais a esse mundo, mas era muito difícil para mim, entregá-la a Deus.

Era difícil demais vê-la acamada, mas sempre orava muito pela cura, acreditei muito que a minha gestação iria curá-la, pois o sonho dela era ser avó. Fui ficar por um tempo na casa da minha avó, para ficar mais próxima dela. Era muito difícil pra mim, ter que fazer repouso, enquanto minha avó cuidava de nós duas, me sentia uma inútil, e acabava não conseguindo cumprir o repouso como deveria, até que um dia tive um sangramento que me assustou muito, chorei demais, e disse pra minha avó que não poderia mais ficar lá, minha avó não entendeu, disse que eu tinha que ficar com a minha mãe, pois ela ficaria triste, foi uma decisão muito difícil pra mim, eu precisava ficar perto da minha mãe, mas também estava me sentindo perdida sem o Ney, e naquela situação, eu amo minha mãe demais, mas eram meus filhos, com muita dor no coração fui pra casa, mas sempre aparecia por lá. Mas para minha mãe, que não tinha noção de quase nada mais, era como se eu tivesse a abandonado, o que dói demais o meu coração.

Um dia já não aguentando mais essa situação, eu ajoelhei e comecei a orar a Deus, entregando minha mãe a Ele, estava difícil ver o quanto ela sofria de dores na cabeça, já não era ela. Quando levantei do chão, meu irmão Rodrigo me ligou e disse: - Você já está sabendo? A mãe morreu!! Me senti sem chão e não acreditei que tinha pedido pra Deus levá-la. E assim fiquei sem minha fortaleza, minha proteção, minha melhor amiga. Tive que virar adulta.

É impossível resumir, mas estou tentando... Continua...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A mulher invisível


Olá amigos,

Semana passada, passei refletindo sobre um vídeo que minha amiga Mariana Marcondes compartilhou comigo, se chama A mulher invisível. Acho que vale a pena, falar um pouco sobre o meu sentimento como mulher e não apenas mãe.


Eu sou uma pessoa muito carente, amooo ganhar presentes, surpresas, ser convidada para sair, entre muitas outras coisas, embora esse tipo de coisa não costume acontecer na minha vida, o que me deixa triste muitas vezes, (sempre ganho em datas comemorativas),mas sei ,que meu marido não me ama menos por não fazer essas coisas que me agradam, inclusive demorei muito para entender isso, e ainda estou aprendendo a entender essa dificuldade da parte dele. Mas acredito, que todos nós, chegamos de alguns relacionamentos mal sucedidos, que vão destruindo o nosso coração de alguma forma, coisas ruins acontecem e nos levam a alguns bloqueios ao decorrer da vida. Por isso precisamos tentar entender o parceiro e buscar muita cura interior para o relacionamento.


Em um retiro que eu fiz, guardei comigo uma bela frase, que tenho na minha geladeira: - O amor não é uma guerra, mas vale a pena lutar por ele. E vale mesmo!


As vezes por coisas tão pequenas que acontecem no dia a dia, casamentos acabam, por falta de diálogo e nós mulheres, queremos que os homens adivinhem o que estamos pensando, mas por mais incrível que possa parecer, eles nunca adivinham, e a gente vai guardando isso no coração até que vira uma bola de neve, e se você parar pra pensar, aquilo no início era tão pequeno, tão fácil de resolver, mas chega uma hora que fica muito grande e não damos conta mais, coisas bobas mesmo, dessas que a gente escuta falar, coisa de pasta de dente que fulano aperta no meio, sapato pela casa, toalha molhada na cama, entre tantas outras coisas, que seriam fáceis de resolver, mas por falta de um diálogo acaba com o relacionamento.


 Sabe, ninguém é feliz o tempo todo, mas podemos buscar ter mais momentos felizes, isso faz bem pra alma.
Assistindo esse vídeo da mulher invisível, eu confesso que fiquei mais deprimida do que estava naquele dia, RS... Pois não queria ser invisível, mas descobri que é assim que me sinto na maioria das vezes, pois a nossa vida vai virando uma grande rotina, principalmente quando se tem filhos e nunca acontece nada diferente. As vezes você até faz algo achando que alguém vai perceber, mas ninguém percebe. E ser invisível é uma dádiva, Deus nos vê e é isso que importa, e realmente nós como mãe não fazemos nada para sermos reconhecidas, mas por amor.


Que Deus nos dê muita sabedoria, para não nos chatearmos com certas coisas, que saibamos ser invisíveis e felizes com essa situação, mas se possível for, que sejamos as vezes visíveis, afinal somos humanos e precisamos de um reconhecimento e atenção de vez em quando, RS.


Assim que der, posto o vídeo para vocês assistirem, mas quem quiser procurar no You tube, se chama “A mulher invisível”








Gente, a Sofia completou um aninho dia 04/11/2012, anda pra todo lado fazendo arte, não dá sossego pro Miguel, que chega até chorar, de tanto que ela o atormenta.





Já o Miguel, pediu de natal um pirulito, no começo me senti um monstro, pensei: - Nossa, sou uma bruxa!! Olha o que meu filho me pede de natal, mas agora penso diferente: - Sou uma ótima mãe, ele tem quase tudo, só não tem um pirulito, RS


Viu como é bom evitar os doces, economia no dentista e nos brinquedos, RS....
Bjs e fiquem com Deus!! Até a próxima!!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PRÍNCIPE OU SAPO


Oi queridos e queridas, voltei, estou tentando atualizar toda semana, apesar da correria.

Mãe tem uma mente muito fértil, pelo menos a minha é, passo o dia pensando em tudo que eu quero fazer com os meus filhos, coisas que quero comprar pra eles, o que eles vão estudar, o esporte que vão praticar, e com quem vão casar, RS... Como se isso pudesse ser decidido por mim, seria ótimo, mas acho que perco tempo pensando nessas coisas, pois o Miguel já escolhe até roupa e sapato, RS...

Resolvi falar um pouco sobre o homem dos nossos sonhos, o que acham?? RS

Hoje é muito mais fácil encontrar um sapo do que um príncipe e a gente vive reclamando disso, não é verdade? É impossível em um círculo de mulheres não surgir ou ser o assunto do dia “os vacilos dos homens” maridos, namorados, noivos e afins. É claro que não me refiro a mim e nem a você que está lendo esse post, pois graças a Deus nós somos privilegiadas e temos príncipes em casa, kkkkkkkkk, talvez você não concorde com o que eu vou dizer, e isso não é baseado em nada, ou melhor, é baseado na mente fértil da Mamãe Aline aqui.

Sem mais delongas, talvez cause polemica, mas a culpa de existir muitos sapos por aí é nossa mesmo, não nossa de esposa ou namorada, mas nossa de mãe. Pare e pense, nós somos os espelhos dos filhos, e enquanto eles são pequenos somos nós que os orientamos a como devem se portar e agir, é claro que cada um tem sua personalidade, mas me lembro muito de quando eu era criança, minha avó sempre colhia flores pra gente dar para a mamãe, e ela faz isso com o Miguel também ele sempre me dá flores, já se acostumou com isso. 
E nós também éramos assim, eu e os meus irmãos, e minha mãe sempre educou meus irmãos para tratarem muito bem as mulheres, uns aprenderam mais do que os outros, mas acho que minhas cunhadas são mulheres de sorte, claro que eles tem defeitos, e muitos, como todos nós, mas eles tem essa base, de respeito pela mulher e de querer agradar. Pelo menos é o que eu percebo, o Lucas o caçula ainda está solteiro, RS... Ele costumava me agradar muito, agora anda na correria, mas sempre todos foram muito atenciosos comigo, como mulher.
Eu sei que neste momento você deve estar pensando, eu que não vou ensinar o meu filho a tratar bem as mulheres, ele não vai casar comigo. Já ouviu aquela frase “Passe a diante” Eu tenho uma filha e gostaria que ela encontrasse um príncipe, como o Miguel, afinal estou educando ele para isso. Já ouvi pessoas dizendo, não crio o meu filho para limpar casa, lavar roupa, lavar louça. E quem tem filha mulher??  Cria pra fazer isso??

Eu acredito que hoje em dia tem que haver essa cumplicidade, ninguém faz filho sozinha, não é obrigação só da mulher limpar a casa, cuidar dos filhos e ainda ter que ajudar nas despesas trabalhando fora.
Toda mulher precisa de atenção de amor, de carinho, se sentir uma rainha, por isso temos sim que criar os nossos filhos homens para ajudar nas tarefas domésticas, quem tem filha mulher também não cria sua filha para ralar que nem uma louca sozinha.  
 Eu trabalho fora, tenho só a noite para limpar a casa, lavar a roupa, e dar toda a atenção que não pude dar para as crianças durante o dia, se não tivesse a ajuda do meu marido príncipe, a vida seria ainda mais difícil do que já é, embora, ele saia do serviço e vá pra faculdade, ele chega tarde, lava louça, arruma a bagunça das crianças, coloca as vezes os dois pra dormir, levanta de madrugada, da leitinho pras crianças, dá banho, troca. Eu acho muito egoísmo da nossa parte querer ter um príncipe em casa, mas não querer criar um.

Essa semana eu postei no face, que estava passando hidratante e o Miguel me disse: - Mãe, sua perna é tão cheirosa! Ele é assim, todo fofo. Diz que eu estou bonita, as vezes chega perto de mim e fala: - Mãe, vai comer! Cuida muito da Sofia, me pede beijo, abraço. Sempre que experimento alguma roupa, ele diz: - Eu gostei mãe, ficou bonita!! Eu não peço pra ele dizer essas coisas, mas sempre o incentivei a ser assim. É todo carinhoso de verdade, estou me esforçando para criar um príncipe para alguém que eu não sei quem é, mas desde já coloco em oração que ela também seja uma princesa. E da mesma forma, coloco desde já que outra mãe também esteja criando um príncipe para a minha princesa que também precisa ser moldada e se depender de mim será. 
Eu sei que cada um tem sua personalidade, que vai se mostrando ao decorrer da vida, em casa o Miguel é mais tranquilo, a Sofia é mais bravinha, mas nós somos o que eles tem de referência e vão levar tudo isso pra vida adulta, por isso vamos amar muito, pra que eles não tenham medo de amar e encontrem seus príncipes e suas princesas.

Quem puder, assista esse vídeo, é meio chocante, mas vale a pena parar 1 minutinho e refletir o exemplo que damos aos nossos tesouros.  http://www.youtube.com/watch?v=7d4gmdl3zNQ

Bjs e um ótimo feriado!!

Miguel tocando na missa

Sofia e Miguel, Modelos da Rôfofuras, 
minha lojinha e da Ane